Diário Giratório

 São Paulo - SP

Em agosto retomamos a circulação pelo Palco Giratório e fomos pra São Paulo.
No Sesc Ipiranga apresentamos a lesma (apelido carinhoso do espetáculo Estudo para lesma) no jardim. Foi lindo, mas sentimos muito frrrrriiiiiiooooo!!!!






Joinville - SC

Em julho participei como palestrante e performer no Seminário de Dança "O Avesso do Avesso do corpo: educação somática como práxis", programação paralela do Festival de Joinville. Os trabalhos por lá foram muito transformadores. Os coordenadores do seminário (Airton, Nirvana e Chris) estão de parabéns. A publicação dos artigos produzidos este ano será em 2011, aguardem! Reencontrei grandes amigos e conheci outras tantas pessoas importantes na construção de pensamentos diversos sobre a dança.

Catarina Resende, professora da Faculdade Angel Vianna foi uma das lindas surpresas que tive neste seminário e agora mesmo, no RJ, ela está coordenando o IV seminário da faculdade Angel Vianna, super interessante.

Manaus - AM
de 23 à 27/maio

Belém - PA 
de 19 à 23/maio

Antes de chegarmos em Belém já estávamos em intensas negociações com Michela e sua equipe. Depois do cancelamento de Estudo para lesma no Rio, ficamos muito ligadas na comunicação prévia com as próximas cidades, para checar a viabilidade técnica com alguma antecedência. 
Furar paredes parece ser um tabu nos SESCs.


Michela e sua equipe tomaram muitas providências, moveram profissionais, céus e terras e felizmente deu tudo certo. Nada fácil, mas nunca imaginamos que seria... Conseguimos ter uma linda apresentação do espetáculo Estudo para lesma, a primeira da temporada do Palco Giratório e a primeira de Isbela. Foi uma maravilhosa estreia!

Estudo para lesma foi reconfigurado pela pesquisa de materiais, cenas e cores de Isbela e essa interação e nos deixou cheias de orgulho.Tivemos muitos retornos especiais sobre o espetáculo, que vcs podem conferir neste blog, na página depoimentos.
 

Depois de termos toda a confiança no andamento das montagens, dedicamos nosso tempo a conhecer as maravilhas gastronômicas de Belém. Era a primeira vez para todas nós e estávamos ávidas pra experimentar de tudo. Mesmo morando na Bahia, foi em Belém que comi a melhor maniçoba, sentada na beira de uma rua, com Bela e Ariane. Logo depois da maniçoba, provei o tucupi no tacacá, com folhas de jabú. Foi uma experiência muito interessante!

FOTOS POR RAYMUNDO FIRMINO 

Por Clara F. Trigo

Recife - PE
de 17 à 19/maio

Justo na nossa passagem por Recife estava rolando uma forte mobilização da classe artística contra os rumos que a política cultural está tomando no município. Leiam a carta protesto, assinada por importantes artistas da cena local e apoiada por nós.

Carta em defesa da Política Cultural de Pernambuco e da Fundarpe

É com grande preocupação que vejo uma parcela da sociedade pernambucana se articular e de forma covarde e coronelista tentar aniquilar o trabalho de pessoas honestas, profissionais, e funcionários de carreira. Atingindo a imagem e o trabalho de uma instituição que é considerada hoje uma vanguarda na coordenação de uma política pública de cultura.

Essa semana deputados da oposição e deputados da base do governo Eduardo Campos barraram na Assembléia Legislativa e depois aprovaram um projeto de suplementação de recursos do FUNCULTURA - Fundo Pernambucano de Cultura, um dos instrumentos mais democráticos que temos, fruto de mobilização do setor cultura e o Governo de Jarbas Vasconcelos, que sempre funcionou em prol da cultura de nosso estado.

O setor cultural de Pernambuco nos últimos anos avançou muito em participação e na elaboração dessa política, mas me parece estarem atônitos diante de tanta denúncia envolvendo empresas de produção, artistas e os processos burocráticos da Fundarpe. É preciso que o setor acorde e que os artistas que assinaram centenas de cartas de exclusividade e que receberam seus cachês de forma correta venham a público, se defendam e defendam esse patrimônio que é nosso.

Os deputados que estão fazendo essa investigação e colocando seus gabinetes a disposição desse trabalho devem continuar as apurações dentro da legalidade.  Mas não se enganem companheiros, eu vi vários desses deputados que agora querem cuidar do erário público, barrando uma CPI na Assembléia há poucos anos atrás, mesmo com provas contundentes. Portanto não pensem que eles estão do nosso lado porque não estão.

Luciana Azevedo está sendo atacada de todas as formas, inclusive por órgãos da imprensa com interesses escusos. Mas, muito mais que Luciana Azevedo eles estão atacando os artistas, que até o momento não deram resposta nenhuma a sociedade. Vocês artistas, na sua maioria músicos, realizaram um trabalho honesto. Foram contratados, realizaram um show ou vários shows, determinaram seus representantes e receberam por seus trabalhos. Não há nada de errado nisso.

Nós produtores culturais e cidadãos quando temos qualquer pendência nas prestações de contas dos nossos projetos somos impedidos de apresentar novos projetos, receber recursos e assinar contratos com qualquer instituição pública, mesmo sem essa prestação de conta ser considerada irregular e analisada pelo Tribunal de Contas do Estado. Enquanto isso vereadores, deputados, senadores e presidente podem se eleger mesmo tendo sido condenados em processos civis e criminais. Uma luz no fim do túnel apareceu agora com a aprovação do projeto Ficha Limpa.

A Política Cultural que construímos junto com essa gestão da Fundarpe está incomodando muita gente e é preciso que nós lutemos para que esse processo continue avançando. Hoje tempos mais de uma centena de Pontos de Cultura graças a um esforço grande de um setor da sociedade e de profissionais que merecem o nosso respeito, entre eles Luciana Azevedo, Teca Carlos e Marta Figueiredo. Hoje nós temos um orçamento digno de nossa expressão cultural porque foi organizado um grande programa de política pública de cultura. Grande parte desses problemas é porque durante anos a Fundarpe foi sendo sucateada fisicamente e com seus recursos humanos se aposentando ou indo para outros órgãos da administração pública. Antes se quer havia uma reunião de diretoria ou um planejamento estratégico.

É lamentável ver que parte desses legisladores se quer entende o que é Política Cultural, porque se soubessem jamais barrariam os recursos do Funcultura. Porque esses recursos em nada têm haver com o foco das denúncias.

Pernambuco nunca teve tanto apoio à produção cinematográfica. E agora os cineastas vão deixar que todas essas conquistas sejam perdidas? O que os oportunistas de plantão querem num ano de eleição é frear esse processo democrático. Quantas vezes, nós do setor cultural fomos chamados por esses deputados para assistir a essas explanações sobre as denúncias da Fundarpe? Nenhuma! Sabe por que? Esses deputados têm medo do povo organizado e porque eles não tão nem aí prá gente. A preocupação deles é só uma. A eleição de 2010.

Por isso eu digo com todas as palavras. Isso é golpe! Estão querendo desmoralizar um processo de construção democrático e participativo. E o setor cultural deve se mobilizar e lutar para que nós continuemos avançando, mesmo sabendo que dentro de cada um desses oportunistas mora um coronel. 

Afonso Oliveira – Produtor Cultural e Severino Vicente da Silva - Professor da UFPE
Valéria Vicente - dançarina e coreógrafa 


por Clara F. Trigo

Apesar de ser uma cidade muito querida por mim, foi em Recife onde comecei a sentir o forte peso da viagem, das montagens e seus trânsitos.
Mal nos instalamos no hotel e fizemos Rafael, nosso anjo do Festival Palco Giratório de Recife, nos levar para almoçar. Estávamos famintas por termos saído tão cedo do Rio [não tomamos café], e praticamente só termos tido acesso à "comida" do avião.


Demos um pulinho estratégico no teatro Barreto Júnior [rotina para idealizar montagem], e de lá, as meninas foram a Olinda, enquanto segui pro hotel. O primeiro dia não deu muito no que falar pra mim, estava morta!


Olinda - linda!


Dia de apresentação (18/05) , estive desde cedo no teatro, tentando, ao máximo, adaptar nossa luz às condições do local e do material que tínhamos ao nosso dispor. Os refletores eram antigos, muitos com defeito(s) na lente, lâmpada e/ou carcaça, o que sempre compromete a operação da luz. Pude contar, ao menos, com a super boa vontade de Horácio, Fita e Gaguinho, que nos deram aquela força com a montagem de luz e cenário, além da contra-regragem. Obrigada, meninos!!!


Uma pena passar por Recife tão rapidinho... Não tivemos nem oportunidade de assistir a sequer um dos espetáculos do festival ou ministrar oficina. De qualquer forma, passar por lá sempre me deixa com gostinho de quero mais!

por Natália Valério

Rio de Janeiro - RJ
de 11 à 17/maio

No Rio tivemos o nosso primeiro - e único - dia livre, dia 12 de Maio. Entre Ipanema, Copacabana e Pão de Açucar, uma novidade: Isbela Trigo, que ilustra o espetáculo Estudo Para Lesma, chegou para a sua primeira apresentação, totalizando a partir de agora 5 integrantes nessa turnê.
Apresentamos Ideias de Teto na ESEM (Escola SESC de Ensino Médio), em Jacarepaguá. Essa escola funciona de uma maneira diferente: é um pouco afastada da cidade e os alunos vivem lá. Tem uma super infra-estrutura, com alojamentos, quadras, e um teatro enorme e maravilhoso.
Infelizmente, por mau planejamento da produção local, o Estudo Para Lesma nao pode ser apresentado. Por isso, Ideias de Teto foi apresentado novamente, com vários alunos assistindo de novo e um bate-papo maravilhoso no final.

por Isbela Trigo

No último dia de trabalho, aconteceu o intercâmbio artístico com a Cia. Khoros, lá mesmo do Rio. Depois de uma longa jornada de conversa, nossas companhias puderam se conhecer um pouco mais, suas histórias do formação e o processo de criação de cada espetáculo - eles assitiram ao "Ideias de Teto" e nós ao "Teoria da INvolução".  

A assessoria de cultura da ESEM nos pediu que a partir deste encontro, apresentássemos algo aberto ao público local. Durante cerca de uma hora então, tivemos uma divertidíssima experiência de interação com o público - majoritário de alunos da Escola -, quando a platéia pôde experimentar juntamente com os dançarinos, alguns movimentos, exercícios e pesquisas no palco e imediações. Apesar do cansaço depois do intercâmbio-quase-confinado, o resultado em conjunto com os espectadores foi ótimo!


Andando pelas paredes do Teatro da ESEM

 por Natália Valério

Porto Alegre - RS 
de 08 à 11/maio


Em porto alegre existe há alguns anos o Festival Palco Giratório. Os artistas recebem tratamento VIP. Ficamos num hotel na parte alta da cidade, de onde podíamos ver o rio enquanto tomávamos café da manhã. A programação do festival é super intensa, o que é ótimo para a cidade, mas não permite muitos encontros ou espaços de troca entre os artistas convidados. Apesar disso, pude encontrar com alguns amigos muito queridos e com meu tio, que se mudou para a cidade há poucas semanas. 

Há muito movimento cultural mantido pelos artistas locais, apesar da falta de respeito do governo atual com a cultura. A governadora do estado Yeda Crusius-PMDB nomeou uma secretária de cultura que assumiu o cargo declarando: “não sei porque estou aqui, não entendo nada de cultura, mas não há nada que a gente não aprenda, não é mesmo?” faculdade de dança estadual UERGS, em Monte Negro - onde tive o prazer de dar uma palestra há alguns anos atrás e conhecer minha maravilhosa amiga Tati da Rosa – andava muito mal das pernas e só não fechou as portas por muitos protestos dos estudantes e sociedade civil. Agora a federal UFRGS está implantando um curso de dança em Porto Alegre. Palhaçada! O reflexo mais óbvio desse equívoco é a ausência total de políticas públicas estaduais e até programas de governo. Todas as ações de incentivo à cultura são municipais. O Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (Fumproarte) aprovou em seu segundo edital de 2009 um total de 25 projetos de artistas radicados no Estado, somando um investimento em cultura de R$ 995.999,76. As áreas contempladas foram dança (4), áudiovisuais (5, sendo três curtas, um de música e outro de artes plásticas), história em quadrinhos (1), teatro (4), música (4), literatura (2, sendo um de música), fotografia (1), artes plásticas (1) e um multidisciplinar.
Pesquisa: Lucas Lacerda. Fonte:

A dança está muito atuante e recentemente começou a ocupar as instalações da Usina do Gasômetro – importante centro cultural da cidade – e movimentar o lugar, ao mesmo tempo que encontrou abrigo e espaço adequado de trabalho, algo essencial e muito caro aos grupos de dança de todo o mundo. Dentre os destaques está a sala 209, gerida por Eduardo Severino. 

por Clara F. Trigo

Chegamos a Porto Alegre no início da noite do dia 07/05. Eu e Carol, apesar do super cansaço, quisemos arriscar chegar a tempo para uma das apresentações do Festival Palco Giratório de POA! Fomos então, assistir à apresentação da cantora francesa Zaza Fournier.
O show foi bem bacana! Com uma presença de palco bastante peculiar, ela toca acordeom, instrumento que eu,´particularmente, acho lindíssimo, e usa um repertório no seu i-pod como fundo para muitas músicas – algumas lá muito “inovadoras” talvez pra meus ouvidos! rs
Pra fechar a noite, fomos o Bar do Beto, onde comi a melhor carne em toda a minha vida! :9 Continuamos nos surpreendendo [positivamente], com os preços e a porções servidas no sul de nosso país.... Carol, Cate (com quem nos encontramos depois) e eu nos deliciamos somente com a entrada.

No dia seguinte, enquanto Clara ministrava a oficina, saímos (Carol, Cate e eu, mais uma vez) a pé para explorar as imediações do hotel onde estávamos hospedadas.  Fomos ao Centro Cultural Mário Quintana e visitamos a exposição sobre a vida do poeta, o Acervo Mário Quintana além do Acervo Elis Regina.


No alto do Centro, tomamos uns caldos e chocolate quente num café bem gostoso e com uma vista linda!

Indo para a Usina do Gasômetro, pudemos notar como os moradores e visitantes da vizinhança usufruíam das praças e espaços públicos para se reunirem, fazerem piqueniques, churrascos, tomarem chimarrão... Algo bem diferente pra mim, pelo menos, com relação aos locais onde já morei e onde moro em Salvador. No Gasômetro, visitamos algumas exposições, caminhamos pelas barracas de comes e bebes e assistimos ao pôr-do-sol ao som da banda que tocava na arena, a Bandinha DiDáDó – uma banda de clowns bem divertida!






Às 9h do dia seguinte, eu e Clara já estávamos a postos para a montagem no Teatro do SESC do Centro. Leandro, Alexandre e Jou deram um show de competência e eficiência, que, juntamente à super aparelhagem do teatro, fizeram com que batêssemos o recorde de tempo de montagem! Somente a caixa de “Tão Longe Tão Perto” teve de ser montada no café do SESC, devido ao tamanho [pequeno] do palco, o que não nos deixou 100% realizadas. O bate-papo, como sempre, nos deu muita satisfação e alegria de poder ter o público mais próximo e presente! 

Antes de embarcarmos rumo ao Rio de Janeiro, fomos bater perna na cidade. Almoçamos e fizemos [poucas] compras no Mercado Público – ainda que tivéssemos $$ e quiséssemos, já ta difícil fechar a mala! – onde tinha uma feira temporária de antiguidades super fofa!

por Natália Valério


Palmeira dos Índios - AL
de 06 à 08/maio

Aqui foi a primeira cidade na qual apresentamos Estudo para Lesma.

A apresentação foi na Casa Museu Graciliano Ramos. O espetáculo exige a instalação de uma barra de ferro numa parede, que é o espaço cênico do espetáculo. O espetáculo prevê aindaa interação entre a dança, a música e imagens projetadas na parede simultâneamente.

A parede do Museu já tinha sua personalidade, o próprio Graciliano Ramos. Não usamos desenhos e a interação com "ele" criou outras conexões para o público.

Na oficina, jovens cheios de desejos, garra e sabedoria. Nos divertimos e criamos.
 
Preparativos para a primeira apresentação da Lesma!
por Clara F. Trigo

Maceió - AL
de 03 à 06/maio

Na partida de Uberaba, que começou às 04h da manhã, numa van para Uberlândia, com uma parada em Congonhas-SP (pela 3a vez na mesma semana!) tivemos uma surpresa. O voo que nos levaria de SP para as conexões e logo para Maceió foi cancelado. O avião deveria sair do Sul em direção ao Nordeste e não teve teto para voar. Fomos relocadas num voo da TAM, que por coincidência fazia escala - adivinhem onde? - Em Salvador!
Foi uma engraçada coincidência passar por Salvador no dia 03 de maio, exatamente um mês depois de termos iniciado a circulação. Foi como um recomeço. Como um ciclo que fecha e reinicia, mas de outro ponto.
Com um mês de pé na estrada, desenvolvemos muitas estratégias de trabalho, rotinas - na loucura de não ter rotina, ela consegue se estabelecer - cuidados com a saúde, colaborações e procedimentos que tornam nossa circulação mais leve em todos os sentidos. Vejam em breve aqui no blog resumos desses procedimentos simples que podem facilitar a vida de outros viajantes.

por Clara F. Trigo

Uberaba - MG 
de 30/abril à 03/maio


As viagens a partir de Vitória começaram a ficar mais puxadas. A chegada em Uberaba também nos deixou muito cansadas. A cidade estava em plena Expo Zebu, evento que mobiliza toda a região com negócios e festas. Alexandre, produtor local, nos explicou que é um período difícil para qualquer outra atividade. Esse é o primeiro ano que Uberaba recebe o Palco Giratório. Fernando Penido, gerente de artes cênicas do Sesc MG, foi especialmente nos acompanhar na nossa função.
A oficina foi concentrada e produtiva. Meninas interessadas, bem dispostas e cheias de interesse apareceram e tivemos um dia cheio de trocas produtivas.


por Clara F. Trigo

Vitória - ES
de 27 à 30/abril 

Ufa, que viagem! Vitória é uma surpresa! Que cidade deliciosa! estamos encantadas.
Já está virando lugar comum dizer que fomos maravilhosamente recebidas. Mas é a pura verdade. Colette, nossa anfitriã já sabia tudo o que precisávamos: passada rápida pelo hotel e almoço num restaurante natural.
Ficamos muito impressionadas como se come barato no Paraná. Em Vitória é a mesma coisa. Será que alguém pode me explicar porque comer em Salvador é TÃO ESTUPIDAMENTE CARO? há razão ou somos aviltosamente explorados? A comida é muito mais barata pelo Brasil afora. O quilo mais caro que encontramos custava R$ 23,00.

Em Vitória fizemos duas sessões muito especiais: uma às 15h e outra às 20h. Abrimos o evento Aldeia Sesc de Dança, que acontece pela primeira vez aqui. Começamos a montagem às 8h e terminamos muito bem às 14h15, não sem um pouco de estresse e muita ajuda! - excelente equipe de técnicos nos deu suporte.

A primeira sessão foi para várias escolas estaduais do ensino médio. Teatro LOTADO! Mais de 300 pessoas. A segunda sessão, aberta ao público. Bate papo muito interessante.

Em vitória, Carol completou, no dia 28/04, 30 aninhos! Para comemorar, foram à farra. 

 
Eu não fui, porque ia dar oficina no dia seguinte o dia inteiro e ainda ter o pensamento giratório. Outra providência de Carol foi começar a ler Balzac (hahahaha!!!). Ela ainda recebeu de presente das companheiras de viagem um travesseirinho de bordo.


 A oficina aconteceu na FAFI, escola de teatro e dança de Vitória e foi GENIAL! A escola é linda! foi muito boa a turma e as conexões que fizemos.



por Clara F. Trigo

Londrina - PR
de 25 à 27/abril 

Saímos cedinho de Londrina. Rubens, nosso motorista durante todos esses dias já não via a hora de se ver livre de nós! Em todos esses dias (03 a 26 de abril) ele esteve à nossa disposição, sempre totalmente bem disposto, muito sério, responsável e totalmente profissional. Sem nunca atrasar ou falhar com a gente, Rubens ainda aprendeu tudo sobre nossa carga, pegava peso, empacotava e aprendeu a montar a caixa de ideias de teto, sugerindo muitas facilitações para a montagem. Foi um prazer trabalhar contigo, Rubens!


Em Londrina! boas expectativas tínhamos com a cidade. A última do Paraná e uma cidade acostumada a atividades culturais. Como em todas as cidades anteriores, fomos muito bem recebidas. Chegamos num domingo, o que significa equipe reduzida no SESC.
Mesmo assim, Maria Emília e Fábio deram toda a força necessária para descarregar, montar e fazer tudo funcionar. A equipe de iluminação de Borracha também deu show de competência. Todos coordenados pelo simpatissíssimo Alexandre, nosso anfitrião local.
Não tivemos muito público, mas quem veio não se arrependeu.
Foi curioso termos um público bem diferente de estudantes de cênicas, que era o que esperávamos.

O teatro é pequenino e muito aconchegante. Foi a nossa mais rápida montagem, em parte determinada pela falta de grandes recursos, o que nos obrigou a enxugar muito toda a posta em cena, mas, ao contrário do que possa parecer, não causou prejuízo ao resultado. O teto é muito baixo e a afinação de luz é  feita com uma escadinha doméstica. É muito fofo!

 Uma das maravilhas de termos que fazer tantas adaptações é que temos que abrir mão de apegos e certezas sobre o que é "melhor" para a nossa obra; à medida em que abrimos mão de muitas "partes" da obra, vamos percebendo bem o que realmente importa e muitas vezes não são aqueles detalhes dos quais fazemos tanta questão.

Alexandre (Sesc Londrina) falou sobre um projeto de temporadas que eles fazem no teatrinho, chamado Sesc em Cena. Eles recebem propostas de todos os lugares. Já estamos agendando nossa temporada em 2011 lá. Quem estiver interessado, entre em contato com o próprio.

Um luxo nessa circulação!

 A agilidade da montagem - que me liberou de estar presente e ter que tomar muitas decisões sobre adaptações e o calor de Londrina no dia 26/04 nos reservou um raro momento de lazer. Carol foi ao cinema e eu e Cate fomos tomar banho de piscina.

Vale ressaltar a maravilha de restaurante vegetariano tailandês que tivemos o privilégio de conhecer. Eu fiquei fascinada pela comida de lá. E pasmem: R$15 o quilo!


A oficina aconteceu na 2a.
Vieram Cláudio e Fernanda.

Trabalhamos muito e a tarde foi bem produtiva.
por Clara F. Trigo

Apucarana - PR
de 23 à 25/abril 


Antes do espetáculo, tivemos o nosso primeiro Pensamento Giratório, que é a atividade do Palco Giratório que oportuniza uma fala mais profunda sobre os trabalhos e pensamentos do grupo. O nosso pensamento giratório é sobre conexões criativas. A conversa foi super legal.

 

O público nos aplaudiu de pé e o teatro estava lotado. Foram mais de 300 pessoas. Tivemos o prefeito da cidade e o sesc Apucarana em peso na platéia. Apesar do êxito, essa foi a mais tensa apresentação que tivemos.

Não tivemos ensaio geral. Apesar de termos passado o dia montando no teatro, não deu tempo de chegar com tudo pronto pra fazer um passadão geral.


Durante a montagem e marcação, tivemos uma grande tensão com os montadores terceirizados que vieram ajudar na montagem, cenotecnia e desmontagem, pois eles estavam alcoolizados. Muitos flashs dificultaram o bom resultado da luz e a fruição da platéia. Um refletor não chegava a apagar direito, por mal contato, revelando partes da cena que deveriam ficar no escuro. Tivemos tensão no bate-papo final, com uma declaração infeliz de um senhor que se expressou muito mal e, querendo dizer que lamentava pelo fato de não termos nosso trabalho valorizado, perguntou: "vcs são funcionárias públicas?" ao me ouvir dizer que não, somos autônomas, e então arrematou dizendo: "meus pêsames". Pegou muito mal e gerou desconforto em todo o público, que veio partiu em nossa defesa e gerou discussões paralelas e nos rendeu muitos pedidos de desculpas.
Daqui a pouco partimos pra Londrina.

Estamos em Apucarana! e finalmente consigo atualizar o blog em tempo real!
Raphael Branco, diretor do Teatro Fênix está agora mesmo afinando nossa luz, porque ele também é quem faz tudo por aqui, com a ajuda dos inestimáveis Luciano Rocha e Betinha, professora de Balé, ambos funcionários do teatro e, por tabela, da Fundação Cultural Municipal.
A prefeitura é do PMDB e mantém uma boa parceria com o Sesc local.

Apesar de muito óbvio, só agora está fazendo sentido pra mim o por quê da força do sesc no Paraná e SP e de não ter tanta força na Bahia. O Paraná é um estado principalmente agro-industrial; tem muito dinheiro da indústria e do comércio por aqui, ao contrário da capital da Bahia, que não tem indústria e é uma cidade basicamente turística.

Carol já começou a se aquecer e está na hora de largar isso aqui um pouquinho e partir para o aquecimento também.

por Clara F. Trigo

Cornélio Procópio - PR
de 20 à 23/abril 


Antes de chegar a Cornélio, Dalva, nossa produtora local,(foto à esquerda),  já estava nos mimando, procurando saber o que gostamos de comer e querendo atender a tudo. Ela me avisou que a oficina tinha 45 inscritos, o que nos fez pensar que a melhor opção seria dividir em duas turmas, manhã e tarde. Achei uma ótima ideia. Chegando lá, conhecemos o auditório onde seria a apresentação. Para nossa felicidade, continuávamos com a mesma equipe de técnicos que montou em Sto Antonio e Jacarezinho, a BraSom, de Assis, interior de SP (foto 2).

Além de serem super competentes, bem dispostos e rápidos no trabalho, já conheciam o espetáculo, as marcas, os agrupamentos e até conheciam as marcas de subida e descida do livro, o que facilitou a operação cenotécnica.

As oficinas foram muito legais. Foi a primeira vez que tive uma maioria de alunos da área 1: estudantes de engenharia e afins. Isso se deveu principalmente ao fato de estarmos no auditório da UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Uma boa notícia é que eles tem um grupo de dança lá, coordenado por Sonia, que também estava na oficina.


Compartilhamos muitas experiências, conversamos sobre matemática a partir dos desenhos de Escher, experimentamos muitas maneiras de sensibilização, criação e associação criativa. De manhã Thaciana e Caroline decidiram que ficariam também para a oficina da tarde, o que me deu muita alegria.

Gente, nem tudo é glamour nessa viagem. Temos que pegar no pesado e carregar a van, montar e desmontar a estrutura e também lavar umas roupinhas de vez em quando... 2 meses fora de casa não é brinquedo não!

por Clara F. Trigo

Jacarezinho - PR
de 17 à 20/abril 



Procurando saber sobre a política cultural da cidade, fomos surpreendidas pela notícia de que a cidade é governada por uma prefeita, que está no seu segundo mandato, é super jovem, menos de 30 anos e do PT. Parece que a política municipal faz muitas parcerias institucionais, especialmente com o Sesc e vai muito bem.
Apresentamos no CAT - Conjunto de Amadores do Teatro, um espaço cênico bonito, que foi fundado por iniciativa da sociedade e funciona há mais de 30 anos.




Pela primeira vez nessa circulação a oficina (19.04.2010) aconteceu um dia depois do espetáculo. Isso fez muita diferença no público que apareceu, porque muitas pessoas ficaram sabendo que haveria oficina no bate papo após o espetáculo. Vieram estudantes de filosofia, história, pedagogia, educação física. Meninas de 10 a 15 anos que estudam balé, jovens de um grupo de teatro, uma professora da APAE e 6 alunos com deficiência física e/ou mental.
Foi maravilhosa a participação de todos!





Nas cidades do Norte do Paraná, notamos rapidamente as mudanças no clima. Jacarezinho estava muito mais quente, como vcs podem conferir nas nossas roupas.

No frio, em Ponta Grossa













No calor, em Jacarezinho.











Amelu nos encontrou aqui.
Ela já tinha sido minha aluna em uma oficina em Joinville, em 2008. Neste reencontro em Ponta Grossa, ela teve uma bela ideia e me mandou um email: "quero seguir vcs pela circulação nas próximas cidades do Paraná".
Foi muito corajoso e inovador. Foi uma grande chance pra nós e pra ela. Confira na página: Ideias do Teto de Amelu.

por Clara F. Trigo



Santo Antônio da Platina - PR
de 14 à 17/abril 


Saímos de Ponta Grossa para Santo Antônio da Platina. Lá fomos recebidas por Elaine, super produtora local, que também nos recepcionou em Jacarezinho, que é a sua cidade de verdade.

Em Santo Antônio da Platina, a oficina foi com estudantes de Circo da escolinha de Renato, o palhaço Siricotico. Fizemos um aquecimento com bastões.


Para a apresentação, tivemos que adaptar o espaço do auditório. Para essa empreitada, havia uma super equipe de equipamentos de luz e som que veio de Assis (interior de SP) e vai nos acompanhar também até Cornélio Procópio.



Confira cenas dos bastidores da apresentação nas fotos abaixo.


Banquete no camarim. O SESC nos trata muito bem!



Aquecimento individual enquanto Nat e os técnicos da BraSom afinavam as luzes.


Conversa com o público depois do espetáculo.

por Clara F. Trigo

Ponta Grossa - PR
de 11 à 14/abril 


Partimos pra Ponta Grossa dia 11/04. A cidade é bem maior do que Antonina, tem universidades, teatros e muitas ações voltadas para o cinema. A prefeitura é do PSDB e pelo que ouvi de comentários, a nova Secretária de Cultura e Turismo tem dado mais atenção às questões culturais e feito boas parcerias com a sociedade.

Aline e Lílian, nossas produtoras do SESC local, nos receberam muito bem.

Para a oficina em Ponta Grossa apareceram apenas duas pessoas. Parece que houve alguma falha na divulgação, porque na noite do espetáculo muitas pessoas comentaram que não ficaram sabendo. Mas com essas duas pessoas muito especiais - Heloísa e Ligiane, a oficina foi muito especial também. As duas são estudantes do Curso Livre de Teatro, que é organizado pelo Núcleo de Estudos em Teatro da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG.

Houve empatia imediata. Elas receberam as propostas com todo o gás e embarcamos num intenso trabalho criativo. As trocas que tivemos foram muito proveitosas e pudemos compartilhar muito profundamente, pelo luxo de sermos apenas 3.


A montagem em Ponta Grossa foi ótima. Além do Teatro Ópera ter sido o primeiro que comportou a cena da caixa dentro do palco, esse teatro tem uma equipe muito especial: Fantasma e Seu Américo.

Mas não foi só isso, gente. Ponta Grossa ainda reservou mais alegrias para nós. Uma querida aluna que tive em 2008, em Joinville, foi nos assistir e resolveu "fugir com o circo". Amelu, por coincidência, filha de Seu Américo, o técnico mais simpático de todos os tempos, nos propôs acompanhar a circulação pelas próximas cidades do Paraná. Temos uma seguidora presencial!

Acompanhem nas próximas postagens.






 





                                      As abandonadas mais felizes de todos os tempos!

Por Clara F. Trigo


Antonina - PR
de 09 à 11/abril

Saímos (09/04) de Curitiba a caminho de Antonina - mais ou menos 80km da capital. Menorzinha, com cerca de 20mil habitantes, a cidade quase toda plana, é uma graça! Pra mim, que sempre vivi em Salvador, pelo menos, é bem impactante estar em um local sem ladeiras! rs.

Já de cara, Clara e Cate (Catarina Gramacho) foram ministrar a oficina Conexões Criativas na Estação Ferroviária da cidade! O público foi bem diverso, tendo inclusive, pessoas de cidades vizinhas que ficaram sabendo da programação do Palco Giratório pela unidade do SESC de Paranaguá. 

"A oficina Conexões Criativas em Antonina foi bem desafiadora. Tinha crianças, adolescentes e adultos. Poucos já com alguma experiência profissional. Muitos dos jovens fazem parte do grupo Capelista de Teatro, coordenado por Rita, uma super mobilizadora cultural da cidade.

O chão era frio e inadequado para rolarmos, como eu gosto, mas em compensação a arquitetura do lugar oferecia muitas possibilidades interessantes. Assim que eu dei a primeira indicação de aproveitamento do espaço, todos começaram a trabalhar muito! Foi muito divertida e produtiva essa oficina. 
Todos foram assistir ao espetáculo à noite e tivemos bons retornos de todo o trabalho por lá."

Clara F. Trigo

Eu segui rumo ao teatro junto com Carol (Carolina Laranjeira) para tocar a montagem.
Tivemos o queridíssimo Amaruri Semcuzk, técnico de atividades do SESC, como nosso produtor local. O restante da montagem foi feito no dia da apresentação (10/04), com a sua ajuda, além de Edilson, Júnior, Felipe e toda equipe. Obrigadíssima a todos!


O espetáculo sofreu algumas adaptações em sua iluminação devido às restrições do teatro e fornecedores locais, mas foi um sucesso! Com a casa cheia e super animada, tivemos mais um bate-papo ao final da apresentação super descontraído e proveitoso.

Em breve postaremos sobre nossa passagem por Ponta Grossa e Santo Antônio da Platina!

por Natália Valério

Curitiba - PR
de 06 à 09/abril 

Depois de uma longuíssima viagem saindo de Fortaleza às 6h da manhã, com direito a atrasos, perda de conexão e muito vai e vem de malas, finalmente chegamos a Curitiba.


O primeiro dia de trabalho foi a oficina com um público jovem e interssado. A oficina aconteceu no Sesc da Esquina, onde também foi a nossa apresentação.

 

A equipe do Sesc da esquina nos recebeu com muito carinho, competência e muitas flores!
Obrigada, Keni, Gra e toda equipe do Esquina!


O contraste do calor de Fortaleza com o frio de 9 graus de Curitiba nos fez tomar algumas providências em relação aos cuidados com o aquecimento antes de entrar em cena, rsrsrsrs!!!

Curitiba também foi um lugar para encontro com amigos.
Jantar com Ricardo, Cândida, Well e Gustavo (Coletivo Couve-flor) e um feliz encontro com Dani Aguiar, que surpresa boa!

Café da manhã com Rodrigo, ex habitante de Salvador e bailarino do Guaíra.

Mais jantar com minha genial amiga Stéphany Mattanó.
Em breve postarei mais fotos.

por Clara F. Trigo

Fortaleza - CE  
de 03 à 06/abril


Chegamos a Fortaleza dia 03/04. O tempo está muito quente e úmido. Choveu bastante à noite.
Montamos e apresentamos domingo, 04.04, no Sesc Iracema, no mesmo bairro em que estamos, que fica bem pertinho do Centro Cultural Dragão do Mar, do Café Teatro Marias e do Alpendre.
Assistimos ao espetáculo Aqueles dois, da Cia Luna Luneira, que estará em SSA nessa semana. Quem tiver oportunidade assista, porque é imperdível!
Hoje apresentamos outra vez e amanhã partimos para Curitiba.
A equipe técnica do Sesc é excelente!



por Clara F. Trigo

7 comentários:

Alexandre Molina disse...

Queridíssimas da SUA CIA, o Diário Giratório está muito bacana, além de ser uma forma generosa que a SUA nos oferece de poder acompanhar um pouco do trabalho de vocês por esse brasilzão afora! Felicidades e boas atividades para toda a equipe. Ficamos aqui torcendo e com saudades.
Beijos,
Alê

isbela disse...

UHUUUU!! Esse diario é melhor que novela! Ta maravilhoso! Bjos

Ivo disse...

Eu estava no SESC em VItoria quando vcs se apresentaram e eu gostei muiiitooo.
Beijos

Natália Valério disse...

Que coisa boa, Ivo!
Obrigadíssima pela visita e fique a vontade para voltar mais para partilhar desta aventura giratória deixando mais comentários!!!

Beijão

lcfmenezes disse...

Quais os eventos mais mais proximos aqui em salvador, quero ir.
bj
ardarksg

Natália Valério disse...

Respondendo ao último comentário, teremos apresentações de "Estudo para Lesma" e "Deslimites" durante o Interação e Conectividade.

Não temos ainda a data definida, mas o Interação e concetividade acontecerá em Salvador de 1o a 13 de junho.

Fique ligado(a)! ;)

Cassinha disse...

Eu amo tudo isso!